A brasileira já tinha ido pra Tailândia, então nada era novidade pra ela. Cheguei no hostel e nesse momento já percebi a dificuldade que eu teria em me comunicar em inglês, mesmo em ambientes turísticos.
Cheguei no quarto, tomei um banho e me joguei na cama, porque fazia uns 3 dias que eu não dormia (mesmo). Fui acordada 4 ou 5 horas depois pela minha amiga Marta, com o seu mochilão nas costas. Fiquei muito feliz de revê-la. Fazia 1 ano que não nos víamos.
À noite fomos encontrar a brasileira e os alemães do aeroporto de Dubai em um bar super legal. Depois fomos comer a nossa primeira refeição tailandesa na famosa Khao San Road (do filme Se Beber, Não Case). Comi o meu primeiro Pad Thai (noodles com carne ou verduras, prato tradicional tailandês) e estava até que gostoso. A minha primeira impressão de Bangkok e, principalmente Khao San Road, foi: uau, que explosão de cheiros! Você sente uns 20 cheiros diferentes, tudo misturado. O cérebro não absorve tanta informação ao mesmo tempo. E você vai andando na rua e vem 3 pessoas por passo que você dá te chamando pra ir para os bares, oferecendo bebidas, comida, insetos, tours, massagens, e "laughing gas", que é um gás que te faz rir retardadamente. Não tive coragem de experimentar nada. Eu ainda estava meio chocada com tudo.
No outro dia tivemos coragem de fazer uma massagem na rua paralela à Khao San Road, cujo nome não lembro mas é uma gracinha, e a massagem foi bem...hm...dolorida. Não conseguimos relaxar muito. Eles seguem as linhas de energia do corpo com os pontos de pressão específicos.
Não fazem amassamento ou deslizamento, como numa massagem ocidental tradicional. Digamos que no outro dia eu mal podia encostar na minha perna de tanta dor. Mas confesso que a parte do ombro me foi mais agradável, porque nele eu gosto de mais pressão mesmo.
Ficamos 4 dias em Bangkok, visitamos a maioria dos templos importantes e mercados. Queríamos muito visitar o Palácio Real mas estava fechado para turismo por causa da morte do rei. Todos os dias, em frente ao Palácio, acontece uma cerimônia de luto em que praticamente todos os tailandeses vão prestar sua homenagem ao rei.
A população organiza tendas de distribuição de garrafas de água, comida e até flores. No começo não estávamos entendendo por que eles estavam nos dando tanta água e comida de graça. Eu sinceramente pensei que era um ato do futuro governo do príncipe, já que ouvi dizer que ele não era tão querido pelos tailandeses, porém um homem me disse que eles mesmos que organizaram tudo, com o dinheiro deles. Fiquei impressionada, pois os tailandeses batalham muito para ganhar dinheiro (trabalham o dia inteiro, de uma forma diferente, depois explicarei melhor), e mesmo assim preferiram gastá-lo representando um último ato de generosidade do rei.
Logo no nosso primeiro dia em Bangkok,eu e Marta nos perdemos ao voltar para o hostel. Se não me engano conseguimos chegar somente às 3h. Detalhe que estávamos super perto do hostel hahaha.
No caminho, vimos muita gente comendo (eles comem o tempo todo!), trabalhando (todos os tipos de trabalho imagináveis na rua) e como se estivessem vivendo uma vida normal, mas às 3h da madrugada. Só sei que ri muito. Em situações que normalmente as pessoas se estressam (quando se perdem ou tomam muita chuva, por exemplo) ou gosto e não paro de rir.
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| Wat Pho (Templo do Buda deitado) |
No nosso segundo segundo dia fomos num shopping que tem bastante eletrônicos chamado MBK Center. Chegando lá, era tão grande e tinha tantas coisas diferentes e exóticas que ficamos loucas. Eu queria comprar uns 10 daqueles lenços de cachemere, umas 30 calças daquelas largas e coloridas e lembrancinhas pra todos os amigos e familiares. Taí a parte negativa de ser mochileira: não cabe nada na mochila além do essencial =(
Mas acabei comprando um de cada de qualquer jeito, não resisti.Nesse shopping, a Marta comprou uma câmera semiprofissional e eu comprei uma GoPro. Não nos arrependemos. O preço estava ótimo e foi o melhor momento pra ter comprado, no comecinho da viagem.
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| Chatuchak - o maior mercado ao ar livre do mundo, com 8 mil lojinhas |
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| vai um grilinho aí? |
Depois de ter visitado os principais templos e mercados, ficamos entediadas no último dia. Bangkok é uma loucura e vale a pena pra quem tá no clima de festa e beber até cair. Mas nós não estávamos nessa vibe. Um dia estávamos saindo do hostel de manhã, e um menino que estava dormindo no sofá levantou e foi tomar café-da-manhã. Ele levantou com o aspecto de "bebi tanto ontem que não lembro nem meu nome" e com uma sobrancelha a menos. Conversamos com ele e ele nos contou da noitada que teve. No final da conversa pedi pra tirar uma foto dele, e quando mostrei-lhe a foto, ficou surpreso e disse: EU SÓ TENHO UMA SOBRANCELHA?? A gente ficou surpresa porque pensamos que ele já sabia. Depois seu amigo (também sem uma sobrancelha) contou que na Inglaterra se você desmaia de bêbado alguém vai lá e depila uma sobrancelha tua. Que dó (vê se agora aprende a beber direito, mocinho!).
Informações úteis/curiosas:
- Na Tailândia, deve-se pechinchar por TUDO que você comprar. Eu sou uma pechinchadora nata (mentira, aprendi com a minha mãe) então me adaptei fácil. A Marta que é espanhola nunca tinha feito isso na vida. Ela sempre aceita todos os preços, pois na Espanha não tem conversa.
- Às vezes uma pessoa se aproxima de você na rua, super simpática e puxando assunto, perguntando da onde você é, quanto tempo vai ficar em Bangkok etc etc. E quando você pensa "nossa, que pessoa legal", ela já fala de alguma atração turística e chama um tuk tuk na hora (parceiro dela) pra te levar lá. Eles também inventam que o lugar que você queria ir está fechado por algum motivo, e te recomendam ir em outro, o qual o tuk tuk te levaria na hora. Não aceitamos nenhuma oferta, pois "adoramos ir andando pra todos os lugares" (claro, com aquele calor de 40 graus que você desmaia após dar 10 passos. Faz de conta que adoramos).
- Em todos os templos da Tailândia, e muito provavelmente de toda a Ásia, deve-se tirar os sapatos e estar coberta desde os ombros até os joelhos, no mínimo. Como o calor é absurdo, o melhor é levar um lenço e se cobrir com ele para entrar no templo. Porque andar de calça e blusa de manga em Bangkok naquele calor, eu não desejo nem pro meu pior inimigo.
- Os taxis são rosa/roxo, os mais lindos do mundooooo












Adorei.Agora quando eu esquecer de alguma coisa, é só entrar no blog e ver.
ResponderExcluirDigo o mesmo por mim ahahaha
ExcluirAdorei! Fiquei com vontade de mais! Fiquei triste qdo terminei a leitura! Escreve mais, Denise! Beijo lindinha! ��
ResponderExcluirAi que fofinha!!! Muito obrigada Dalva! Um grande beijo
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